Apresentação dos Projetos Científicos das 2ºs séries

Alunos apresentam a primeira etapa dos projetos científicos para as bancas de qualificação.

Nos dias 18 e 19 de junho, aconteceram, na Unidade do Ensino Médio, as apresentações da primeira etapa dos Projetos Científicos desenvolvidos pelos alunos das 2ºs séries. Os trabalhos foram avaliados por especialistas convidados e por orientadores nas bancas de qualificação.

As pesquisas científicas são desenvolvidas a partir do último trimestre da 1ª série e são aprofundadas na série seguinte. “Na 1ª série, nós pedimos um esboço da pesquisa, indicando o que pretendem trabalhar para vermos se eles encontraram uma questão investigativa e se já estão lendo algo mais teórico para a construção do projeto”, explica a coordenadora dos projetos científicos, Roberta Alves. “Na 2ª série, os alunos continuam desenvolvendo os temas e começam a ter contato com outras pesquisas fora da Escola. É realizada uma visita à FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), onde os alunos podem ver trabalhos do Brasil inteiro e observar como eles funcionam”, destaca Roberta.

No 2º trimestre, os trabalhos são apresentados para uma banca de qualificação e avaliados pelo orientador e por um especialista que indicam melhorias a serem feitas.

As apresentações contaram com 32 projetos, sendo alguns deles: “De palavras às cenas: uma análise do processo de adaptação para a construção do filme O Grande Hotel Budapeste”, desenvolvido pelos alunos Daniella Rodrigues e Rafael Aronis e orientado pelo professor de Filosofia, Vinicíus Soares. O trabalho propôs uma leitura do filme considerando as escolhas estéticas, como paleta de cores e eixos de simetria, na adaptação do romance para o cinema.

A pesquisa “Batman como uma tópica moral no filme Batman: O Cavaleiro das Trevas”, apresentada pelas alunas Jamilly Barbosa e Helena Maudonnet e orientada por Roberta  Alves, trouxe um estudo sobre o personagem, analisando sua possibilidade de ser visto como modelo de moral, tanto na perspectiva de fãs, como também no campo da filosofia.

Para tratar sobre a influência das cores, as alunas Anna Carolina Lancsarics, Helena Mattos e Michelle Annicchino, orientadas pelo professor Vinícius, apresentaram o trabalho “Anamnese e o elemento cromático da cor”. “Desde o início, a gente estava pensando: ‘Por que as pessoas se vestem da forma que se vestem? Por que usam mais uma cor do que outras em suas roupas? Por que a maioria das pessoas vai para a balada de preto?’. Achamos legal fugir um pouco dos componentes que já temos na Escola e focar o trabalho em algo mais social e que é do nosso interesse”, afirma Anna Carolina.

Agora, as meninas focarão seu trabalho na Família Real e suas festas e estudarão como a cor influencia no gosto, na formação da sociedade e nos gostos públicos.

As alunas Gabriela Dragojevic, Nina Laloni e Rafaella Curi, orientadas por Mariana Amaral, realizaram o trabalho “Senciência dos animais”, abordando sobre a capacidade de os seres vivenciarem sensações e sentimentos. As alunas Luíza Franco e Maria Eduarda Mendes, orientadas por Gabriela Cordaro, apresentaram a pesquisa “Inclusão de crianças com deficiência no Ensino Fundamental II”, que pretende estudar como é o processo de inclusão social em escolas particulares a partir da observação de professores em sala de aula e de funcionários no momento do recreio. Por fim, a pesquisa “Prevalência social nas mulheres em tratamento mastológico no Sistema Único de Saúde na cidade de São Paulo”, das alunas Júlia Pereira, Maria Luísa de Oliveira e Natália Moraes, orientadas pelo professor de História Ednílson Quarenta, estuda o perfil social de mulheres com câncer de mama e o processo para conseguirem o tratamento. Ao final, as alunas realizarão um comparativo das políticas públicas com a necessidade das pacientes.

Alunos destacam a relevância da iniciação científica: “Fazer o trabalho é muito bom, mesmo sendo algo contínuo para o qual temos que ter bastante foco. Ter essa experiência é maravilhoso”, comenta a aluna Jamilly Barbosa. “Desde o início, não encaramos apenas como um trabalho da Escola, mas sim como algo que queríamos fazer, que tivesse relevância e que queremos levar para vida, compartilhar com o mundo. Por isso, ter essa experiência faz tanta diferença”, diz a aluna Maria Luísa de Oliveira. “O trabalho é complicado, mas é algo que, como nós que escolhemos o tema, acaba sendo muito bom”, destaca a aluna Maria Eduarda Mendes. “Quando nos disseram que teríamos que decidir um tema, recortar um assunto, escolher um orientador e tudo o mais foi um pouco assustador. Mas, quando começamos a desenvolver, fomos percebendo o quão bom é fazer e, por se tratar de algo de que gostamos, tornou-se prazeroso”, comenta a aluna Luíza Franco.