Alunos visitam Memorial da Imigração Judaica e Arquivo de São Paulo

Saída faz parte do Projeto Integrador de série do 7° ano 


O Projeto Integrador de Série do 7° ano tem como elementos norteadores a construção da memória e de patrimônios. O professor de História, Victor De La Jousselandiere, explica a escolha dos dois ambientes para fazer parte do projeto.

“Viemos ao Arquivo Histórico Municipal e ao Memorial da Imigração Judaica para que os alunos pensem como esse tema pode ser discutido em dois espaços com duas propostas muito diferentes”.

A preparação para a saída foi feita através Da pesquisa com livros e filmes, que enriqueceram o repertório dos alunos, inclusive em relação à apropriação de termos técnicos, como o que é um tombamento.

No Arquivo, os alunos aprenderam um pouco sobre a conservação de documentos antigos, o que pode ser denominado documento e como eles eram armazenados. A monitora, Lilian, levou os alunos ao auditório do antigo prédio de Engenharia da Escola Politécnica, local principal da conversa, onde alguns funcionários se apresentaram e mostraram um pouco das funções que exercem no Arquivo.

Os estudantes percorreram toda a construção, fazendo anotações de acordo com as explicações da monitora.

“A ideia da visita ao arquivo é que eles ampliem o conceito de patrimônio também para documentos, porque a cidade não guarda só edificações tombadas, mas também guarda materiais que provam ou atestam acontecimentos da história”.

No Memorial, eles se aprofundaram na história e costumes dos judeus e entenderam o porquê de o bairro do Bom Retiro ter sido o ponto da cidade que mais recebeu esses imigrantes.

Sarita foi quem acompanhou a turma, inserindo-os no contexto da cultura judaica. Após a conversa, ela mostrou para eles línguas secretas utilizadas pelos judeus, em uma outra época, e fez uma simulação mostrando como é um casamento dentro dessa tradição.

O estudante Bento Lira, do 7° ano B, comenta que uma das partes mais interessantes foram as informações dadas pela monitoria da sinagoga: “O que mais me interessou foi aprender um pouco mais sobre a origem dos sobrenomes judaicos e também pessoas importantes que conhecemos, porém não sabemos que são judeus, como Samuel Klein, dono das casas Bahia”.

O objetivo era que os alunos percebessem que o povo judeu, mesmo tendo presença em várias partes do mundo, conseguiu construir uma memória através dos costumes que preservam uma série de características em comum de outras épocas, um processo que se preserva de geração em geração.

O professor conclui que a saída é uma parte crucial para a compreensão dos alunos sobre o tema: “É importante para concretizar, porque, às vezes, a discussão em sala fica muito abstrata. Então, com a saída, eles ficaram muito inteirados nessa questão de preservação e puderam tirar dúvidas específicas desse processo”.