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Estudo de campo na Avenida Paulista

3°s anos visitam pontos da maior avenida de São Paulo


Na semana do dia 8 de outubro, os alunos do 3°s anos visitaram a Avenida Paulista, em uma atividade proposta para compor o Projeto Integrador de Série.

O propósito do Projeto é a observação do ambiente rural e urbano, principalmente para ampliar a visão dos alunos sobre a cidade em que vivem, como explica a professora Flávia Elisa Pereira.

“A saída possibilita que os alunos enxerguem a cidade, observando as relações presentes nesse espaço, as sensações que nos são proporcionadas e, principalmente, qual é o vínculo individual de cada um com o ambiente em que vivem”.

Os alunos iniciaram o percurso pela Casa das Rosas, casarão construído por Ramos de Azevedo em 1935. No espaço, a professora conduziu os alunos a uma observação dos diferentes prédios que estão no entorno da construção.

A fim de justamente quebrar estigmas sobre os arredores da capital paulistana, os estudantes abordaram as pessoas que passavam pela rua para que pudessem fazer perguntas sobre como enxergam a cidade de São Paulo.

Um dos entrevistados foi Wilson Torres, de 51 anos. O professor de História ficou extremante emocionado com a pertinência das perguntas feitas pelos alunos.

“Eu gostei muito da abordagem das crianças. Eu vejo uma forma de interação entre escola e sociedade. Essa vivência é muito estimulante para eles como uma forma de ‘sair do casulo’. Eu realmente valorizo isso, porque, na minha geração, não havia essa ponte”.

Torres acrescentou que a conversa com os alunos da Lourenço proporcionou a ele uma reflexão profunda sobre algo em que ele nunca havia pensado: a influência e o significado que a cidade tem em sua vida.

Os alunos seguiram para o Mirante do Sesc, o ponto mais alto da avenida. Como em todo o trajeto, fizeram anotações em seus cadernos de campo, mas, além disso, estabeleceram paralelos com a saída pedagógica que fizeram para o Pico do Jaraguá.

As principais reflexões feitas foram sobre as diferenças entre as paisagens e, principalmente, os pontos de vista que cada um dos espaços proporcionam ao visitante, como contou a aluna Marcela Bermudez: “Na vista do Pico do Jaraguá tinha muitas mais árvores e aqui os prédios são em maior número. Por causa da diferença de altura, aqui nós conseguimos ver mais detalhes e lá é mais difícil”.

“Foi a terceira vez em que eu vim à Paulista! A minha parte preferida foi conhecer o Mirante” disse Lorena Murrer.

Flávia Elisa conclui que a saída é relevante pois possibilita novas percepções e interações: “Queremos despertar o olhar investigativo dos alunos e quebrar o senso comum existente sobre os locais. São Paulo é plural e eles estão cada vez mais acessando a complexidade que compõe a cidade. É justamente por isso que propomos as entrevistas, pois assim eles terão contato com diversos significados que o município tem”.