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Alunas da Lourenço participam da MILSET Expo – Sciences International

01/09/2017

Nos dias 7 a 12 de agosto, aconteceu em Fortaleza a MILSET Expo – Sciences International 2017 (ESI). O evento reuniu jovens de mais de 32 países para apresentarem trabalhos científicos que foram selecionados a partir de feiras como a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciência e Engenharia) e a MOSTRATEC (Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia). Dois trabalhos de alunas da Lourenço Castanho foram selecionados para participar.  

A feira acontece a cada dois anos, intercalando entre nacional e internacional. Para a participação na Expo é necessário que os trabalhos tenham sido apresentados na FEBRACE ou na MOSTRATEC. Os melhores são selecionados pelos representantes da ESI e convidados a apresentarem na Expo. “Eles selecionaram e indicaram as pesquisas mais representativas para representar o Brasil nessa feira internacional”, explica o professor de história, Ednilson Quarenta. Por conta disso, a Expo não tem cunho avaliativo, pelo contrário, todos os trabalhos apresentados são vencedores e todos recebem medalhas.

As pesquisas selecionadas para ESI foram iniciadas nas Bancas de Qualificações do Projeto Científico, sendo elas: Gravidez na adolescência, das alunas Eloísa Falcão e Maria Luíza Oliveira e Verticalizações nas Favelas, das ex-alunas Gabriela Fernandes e Mirela Rodrigues, orientadas pelo professor Ednilson.

O trabalho sobre Gravidez na adolescência iniciou-se no ano passado, mas ainda continua em desenvolvimento. “As alunas queriam trabalhar a questão da mulher na cidade de São Paulo, mas questionei como queriam trabalhar esse tema. Então, fomos refinando até chegar ao tema proposto”, explica o professor. Essa pesquisa está veiculada à UBS do Jardim Vera Cruz, onde as alunas têm autorização da plataforma Brasil, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, para atuarem dentro do posto de saúde e realizarem as pesquisas. Finalizado o trabalho, ele será encaminhado para Secretaria Municipal de Saúde.

Iniciado no ano passado e apresentado em mais de cinco feiras, a pesquisa sobre Verticalizações nas Favelas surgiu da vontade de ex-alunas em trabalharem com algo voltado a políticas públicas. “Elas queriam discutir questões urbanas e moradias em áreas de risco ou precárias. Acabamos trabalhando com a ideia de ocupação de favelas e, nesse processo de definição de projetos, chegamos à proposta de trabalhar algum tipo de índice que pudesse qualificar o tipo de ocupação que acontece, para tentar antecipar as demandas dos serviços públicos”, comenta Ednilson.

Na Expo, as apresentações de mais de 200 trabalhos foram todas realizadas em inglês, possibilitando um intercâmbio cultural entre os participantes. A aluna Maria Luíza compartilha a experiência no evento. “A MILSET proporciona o intercâmbio cultural e científico entre os participantes. Então, seja no evento ou mesmo quando estamos no hotel, em todos os momentos, há uma troca de conhecimento, cultura, costumes e ciência, fato que agrega muito para a gente enquanto pesquisadoras”, diz. O orientador, Ednilson, complementa: “Momentos assim são fundamentais para a formação dos alunos. O reconhecimento da pesquisa é gratificante, e eu, como pesquisador também, acredito que a pesquisa é transformadora nessa idade. Isso faz com que eles cheguem à faculdade com outro olhar, já sabendo o que é uma iniciação científica, e isso me deixa muito feliz”, destaca.

 


 

 

 

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