Alunos do 6° ano vão para estudo de campo em Salto

Atividade faz parte do projeto integrador da série


No dia 13 de agosto, os estudantes do 6° ano visitaram a cidade de Salto, no interior de São Paulo. Os trabalhos tinham como foco as características do Rio Tietê e a história da cidade. A saída integra o cronograma do Projeto de Série da turma, cuja temática gira em torno dos “Problemas do mundo”. 

O grupo do 6º ano se dividiu entre dois locais para a realização das atividades: o Parque das lavras e o centro da cidade

No Parque de Lavras, com a supervisão da Professora de Geografia, Lígia Paganini, os alunos analisaram as rochas de granito, atentando para os processos geológicos que ocorreram com o passar do tempo. O granito está muito presente na cidade e, por muito tempo, foi o centro da economia da região. Ao longo de trilhas, os alunos tiveram a oportunidade de observar o Rio Tietê mais de perto e conhecer a antiga Usina Hidrelétrica de Salto, fundada em 1906, que hoje é um patrimônio histórico da cidade. Os estudantes fizeram registros do espaço para que pudessem ilustrar as atividades desenvolvidas no Caderno de Campo.

No centro da cidade, os alunos realizaram investigações na Praça da Matriz, no Memorial do Rio Tietê e no Museu de Salto.

Na praça, os alunos fizeram comparações entre o que observaram e as fotografias antigas, da época em que a Brasital, fábrica têxtil localizada as margens do Rio Tietê, estava em funcionamento. Para enriquecer essa comparação, os alunos entrevistaram alguns moradores. No memorial, os alunos puderam entender um pouco mais sobre a história e as características do Rio Tietê em seu percurso ao longo do estado de São Paulo a partir da observação de mapas, fotografias e infográficos.  Para analisar as características e a qualidade da água do rio naquele local, foi coletada uma amostra e alguns testes foram realizados.

No Museu da Cidade de Salto, além da observação de objetos relevantes para a compreensão da importância da indústria têxtil para o desenvolvimento da cidade, os alunos também analisaram o acervo de documentos históricos, para conhecer mais detalhes sobre a história daquela região, concluir a pesquisa e incluir o debate de conceitos de fontes visuais, escritas e materiais.

“Esse percurso que os alunos fazem pela cidade os contextualiza e promove um resgate da história para que possam entender como a cidade de Salto se desenvolveu, os impactos que o crescimento trouxe e qual a relação de dependência para com o rio”, explica José Fernando de Barros Nogueira, Professor do componente Ciências da natureza.

A aluna Gabriela Meirelles conta que a saída possibilitou uma nova perspectiva: “Eu achei muito triste ver o rio nesse estado e saber que é culpa nossa, então eu acho que devemos tentar mudar para que haja melhora no futuro”.

Na próxima etapa do Projeto, será realizada a viagem a Extrema – MG para dar continuidade às observações e investigações que envolvem a conservação e utilização dos recursos hídricos.