Escritor Ferréz debate com alunos sua vida e sua obra

Roda de conversa aconteceu com alunos da 2° série


Os estudantes da 2° série receberam na tarde da segunda-feira, 12 de agosto, o escritor Reginaldo Ferreira da Silva, conhecido por Ferréz, para discutir suas obras, que retratam a realidade periférica.

Os alunos têm como leitura obrigatória o livro “Capão Pecado”, que conta a história do jovem Rael, morador do Capão Redondo, que tenta melhorar as suas condições de vida por meio do trabalho. Seus melhores amigos procuram melhorar de uma outra forma e isso o coloca em uma posição complicada. Para piorar sua situação, apaixona-se por Paula, namorada de Matcherros, um de seus melhores amigos.

Durante a conversa, o autor falou como decidiu sua profissão e sua trajetória como escritor até hoje. Bem-humorado, compartilhou a mensagem de que não se deve desistir dos sonhos, mesmo quando a situação não for a melhor.

Ferréz também contou que é a terceira vez que participa desse debate com os jovens da Lourenço Castanho e que gosta bastante de participar, pois sabe que eles realmente estudam o livro, facilitando a discussão e fornecendo perguntas bem-feitas. “Todo ano faço questão de voltar, pois sei que os alunos estão estudando mesmo a obra e estão pegando gosto pela leitura”.

O estudante Bryan Pastor, 2°C, confessou que achou uma experiência incrível porque percebeu que a leitura pode mudar a vida das pessoas. “Foi uma vivência que está restrita a poucos lugares. Não é toda hora que você consegue participar de um debate com o autor do livro que estudou em sala de aula, poder ficar de frente e compartilhar experiências”.

O professor de literatura, Sinei Ferreira, explicou que os alunos da 2° série estudam livros que mostram a representação da realidade, desde o romantismo brasileiro até a literatura contemporânea. “Buscamos ler Ferréz porque se enquadra nessa perspectiva das escritas da violência e tem uma particularidade, que é o olhar da periferia pela própria comunidade, trazendo dados de participação dessa realidade que é desconhecida para grande parte dos nossos jovens”.

“Trazer o autor é dar um testemunho das práticas de leitura, pois não existe na modernidade um bom escritor que não seja um bom leitor”, finaliza Sinei.