Lourenço Castanho é a única escola brasileira na FabLearn Europe 2019

O Prof. Rodrigo Lemonica compartilha como foi sua experiência em Oulu – Finlândia.


Durante os dias 28 e 29 de maio, o professor de Tecnologia Educacional, Rodrigo Lemonica, representou a Lourenço Castanho no FabLearn Europe, em Oulu – Finlândia.

Nessa edição, o projeto inscrito foi o “Smart Cities – Cidades Inteligentes” (clique aqui para saber mais). Havia mais de 150 educadores, de várias nacionalidades, e a Escola Lourenço Castanho era a única escola brasileira presente no Congresso, um dos mais importantes sobre o Movimento Maker no mundo.

No primeiro dia, os congressistas participaram de workshops. O nosso professor assistiu a workshop sobre segurança nos laboratórios de criação, que debatia formas de não esquecer os equipamentos de proteção e prevenir acidentes entre os estudantes. Após essa oficina, Rodrigo assistiu a outra sobre a produção de Polargraph, promovida por uma equipe de educadores da Grécia. A prática mostrava que as crianças construíam uma impressora e reproduziam obras de arte, como a Monalisa (Leonardo da Vinci, 1503). Além disso, aprendiam sobre o seu contexto histórico.

O segundo dia deu espaço para os poster sessions, categoria em que o projeto da escola estava inscrito, serem exibidos. Rodrigo contou que, antes de iniciarem, cada educador tinha 10 minutos para apresentar o seu projeto no auditório e convidar os demais para saberem mais sobre ele.

“O pôster da escola foi bem visitado, as pessoas estavam bem curiosas para saber o que fazíamos na América do Sul”, contou Lemonica.

O educador compartilhou também que as dúvidas que mais apareciam eram: “Como vocês fazem no Brasil? ” ou “Esse movimento é algo novo para vocês? ”, entre outras. “Eu respondia que, para nós, da Lourenço Castanho, não é novo, mas o movimento em si, no Brasil, é uma novidade”, explicou.

A palestra de encerramento foi da educadora finlandesa Linda Liukas, que ensina crianças sobre o pensamento computacional sem utilizar a máquina. Ela mostra aos alunos que o computador foi criado para realizar tarefas com mais precisão que o ser humano, entretanto, ela não consegue ter relações interpessoais como uma pessoa.

Um ponto que chamou a atenção de nosso professor foi que ele pôde visitar o FabLearn de Oulu, um dos mais renomados do mundo, e o comparou com nosso laboratório de criação. Percebeu que os dois estão alinhados e as práticas são parecidas. “Quando desenhamos o nosso, procuramos estabelecer uma ponte entre as práticas deles para adotarmos aqui. Quando visitamos outro país, como a Finlândia, que é número 1 em educação, e vemos que estamos fazendo as mesmas práticas, isso nos deixa felizes. Mostra que não esquecemos os princípios que aprendemos quando os visitamos”, disse o educador de Tecnologia Educacional.

A organização do evento gostou da presença da Lourenço Castanho e já deixou o convite para inscrever outro projeto no FabLearn Europe de 2020, que ainda não tem data e localização definidos.

“Foi uma ótima experiência. As práticas a que eu assisti, os contatos que fiz, irão enriquecer muito o nosso trabalho. São abordagens diferentes, mas que irão contribuir para o crescimento dos nossos alunos”, finaliza Rodrigo.