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Patrimônios e Heranças no Museu da Imigração

O estudo de campo faz parte do projeto de série dos 7ºs anos


Mobilizados pelo projeto integrador de série, “Patrimônios e Heranças”, as turmas dos 7ºs anos foram ao Museu da Imigração do Estado de São Paulo para conhecerem um pouco sobre a formação do povo brasileiro e dos movimentos migratórios.

Em sala de aula, o assunto está sendo trabalhado sob diversos aspectos, de acordo com cada componente curricular. “Em Geografia, estamos desenvolvendo a questão da formação do povo brasileiro e o quanto isso tem a ver com o patrimônio. Então, os alunos realizaram um trabalho de entrevistas, investigando os patrimônios e as origens dos familiares”, explica a professora de Geografia, Lígia Pinheiro.

O Projeto Integrador trabalha o familiar, o individual e vai se expandido até a formação da sociedade e dos patrimônios materiais e imateriais. “No Museu da Imigração, pudemos ver o que esses povos que migraram para cá contribuíram para a construção da sociedade brasileira, quais heranças trouxeram e outras que podem ter sofrido alterações”, comenta a professora de Projetos e Língua Portuguesa, Débie dos Santos.

O Museu da Imigração, localizado na Mooca, traz toda a história de pessoas que, ao chegarem ao Brasil, desembarcaram na Hospedaria de Imigrantes do Brás.  Além da exposição de longa duração: “Migrar: experiências, memórias e identidades”, que traz um acervo histórico com diversos documentos, fotos e objetos que retratam esse período, a área externa do Museu também é histórica, por ainda manter a plataforma de desembarque dos imigrantes naquela época.

“O diferencial dessa saída é que, além das áreas internas, podemos explorar a externa também, que um dia abrigou todos esses imigrantes. Podendo pensar não só no museu em si, mas também na estrutura arquitetônica e ver, de fato, como as pessoas chegaram e viveram nesse local”, destaca Lígia.

Ao chegarem ao Museu, os alunos iniciaram o estudo de campo na área externa e, depois, seguiram para a exposição. Cada grupo recebeu uma ficha de roteiro, explicando que deveriam preencher e tirar fotos dos locais solicitados. “Cada grupo tinha uma sala específica para visitar. Realizada essa etapa, todos seguiram para a área do refeitório e do dormitório, onde é bastante impactante ver como era ficar ali, um lugar onde as pessoas perdiam sua privacidade, já que todos conviviam no mesmo espaço”, comenta Débie.

A aluna Juliana Achur, do 7ºB, diz que achou interessante ver como era a situação naquela época: “Tinha uma parte do museu que contava a história de algumas pessoas, e nós vimos que muitas delas sofriam por não aguentarem a vida aqui no Brasil. Ver tudo isso é muito importante, porque é a nossa história”. A colega de classe Mariana Mendes complementa: “Tem pessoas que acham que não é importante o passado, mas não é bem assim. Tem muitas histórias, documentos e relatos que contam sobre aquela época, e as pessoas podem ler para tentar entender, porque ainda hoje existem pessoas que estão passando pela mesma coisa”.

Posteriormente em sala de aula, haverá um debate sobre a saída, e cada grupo apresentará sua pesquisa para os demais colegas de classe.