Crianças se divertem ao ritmo do coco

Turmas do Infantil 1, 2 e 3 participam de vivência musical


Na sexta-feira, 24 de maio, os alunos da Educação Infantil participaram da vivência “No ritmo do coco”, que explora a dança típica do Nordeste e a fruta. Esse projeto faz parte do estudo sobre manifestações culturais e será apresentado na Festa Junina.

Durante as aulas que antecederam a vivência, as professoras contaram várias histórias sobre a origem da dança, já que a maioria dos movimentos regionais não têm apenas uma teoria de surgimento. Uma delas foi que quando o coco caía do coqueiro, os trabalhadores aproveitavam aquele som e dançavam. Já a outra é que quando eles amassavam a terra para o plantio, faziam no ritmo conhecido hoje.

Durante a atividade, o professor de Música, Romeu Manson, tocava canções e convidava as crianças para a dança. Depois desse momento, as turmas foram divididas em três estações. A primeira era uma roda, na qual as crianças brincavam com brincadeiras típicas do Nordeste. A estação seguinte era a experiência de amassar a terra e dançar no ritmo do coco. Por fim, a de que as crianças mais gostaram: uma barraca de água de coco. Geraldo Xavier, vendedor de água de coco no Parque Ibirapuera há 35 anos, trouxe a fruta para as crianças beberem e depois comeram a polpa.

“Estabeleci essa parceria por meio da professora Carol, que é minha freguesa no Parque. É interessante trazer essa cultura para as crianças da cidade, pois normalmente não conhecem o fruto e sua história, diferente do pessoal do interior”, contou Geraldo.

O coco será o ritmo das apresentações das turmas do Infantil 1, 2 e 3 na Festa Junina.

“As manifestações culturais fazem parte do nosso planejamento. Não as apresentamos apenas na Festa Junina, como trabalhamos com elas durante um período, para que as crianças possam ter uma experiência por completo”, falou a professora Carolina Gentil, do Infantil 2.

“A cultura popular é vivida através do corpo e não tem idade. Se não tiverem isso na escola, não vão aprender em outro lugar. A escola é o lugar de aprender essa cultura, de forma lúdica e com experiências sensoriais”, finaliza a professora.