Projeto “Bonecas de Propósito”

NUPS desenvolve bonecas para crianças em tratamento de saúde


O Projeto, nascido no Rio de Janeiro, em 2014, reúne voluntárias que, em parceria com hospitais que tratam de crianças com câncer, desenvolvem bonecas de pano personalizadas com as características dos pacientes. A sede do projeto é a Associação Casa Azul que desenvolve muitas outras propostas voltadas para esse mesmo público.

A ação é assessorada por psicólogos e terapeutas ocupacionais. As bonecas produzidas acompanham as crianças nas terapias, tratamentos e até em processos cirúrgicos e têm como objetivo o fortalecimento da autoestima.

Através da personalização desses brinquedos, eles se tornam um instrumento de identificação com o paciente e uma saída para a transferência de sua dor.

Pela primeira vez, o projeto social estabelece uma parceria em escola. As voluntárias enxergaram no NUPS um ideal em comum: o direcionamento a questões de bem-estar social.

Os alunos desenvolveram uma pesquisa sobre a iniciativa de criação das bonecas, aprofundando seu entendimento sobre o surgimento, os objetivos e qual  o público atendido pelo projeto.

No primeiro encontro, as voluntárias vieram até a Escola e conversaram com os alunos, aprofundando a história do projeto e sobre o processo de produção. Os alunos deram início à elaboração das bonecas com o enchimento do corpo. No segundo encontro, eles partiram para os bordados, costuras e anexação de membros.

No último encontro, os alunos finalizaram suas produções, inserindo perucas, toucas e roupas. Os integrantes do NUPS também produziram um cartão de agradecimento para as voluntárias que vieram até a Escola e houve um momento de feedback tanto delas como dos estudantes.

Cecília Gomara, uma das colaboradoras da Casa Azul, conta que se surpreendeu com a vivência que houve na Lourenço Castanho: “Não tínhamos uma certeza sobre como seria a reação dos alunos, pois nunca trabalhamos em conjunto com uma escola. E, hoje, só temos a agradecer – os alunos tiveram uma enorme dedicação e empenho na produção. Eles realmente entenderam o propósito do projeto, e isso nos emocionou muito”.

O aluno Pedro Silvarolli, do 6°A, comenta que o que mais lhe agradou no projeto foi o público abrangente: “Eu achei muito legal fazer a boneca porque ela será companhia para quem vai recebê-la, já que, às vezes, os pacientes não podem receber visitas”.

Para Maria Eduarda Giovanini, 8°B, a produção das bonecas pode iniciar um ciclo de amor ao próximo: “Eu gostei porque, apesar de não conhecer quem vai receber a boneca, colocamos muito amor nela, de forma que essa pessoa possa retribuir a outros, algum dia”.