Cia de Ballet para Cegos visita Educação Infantil

Vivência promovida pelo Núcleo de Projetos Sociais


O NUPS promoveu, no dia 23/04, uma vivência entre os alunos do Infantil 3 e as bailarinas da Companhia de Ballet para Cegos Fernanda Bianchini. Os alunos receberam as bailarinas na sala de aula para conversarem sobre como era a rotina delas sem a visão.

A professora Bruna Iza, da Educação Infantil 3A, explica como foi a preparação para o recebimento das bailarinas na Escola: “Começamos a conversa com o questionamento do porquê uma pessoa não enxerga, e foram levantadas algumas hipóteses pelos próprios alunos. Em seguida, fizemos algumas atividades que envolviam vendas, como a cabra-cega. Vendamos um aluno, e o colega tinha que auxiliá-lo a se locomover. Essas sensibilizações serviram para que eles tivessem uma pequena amostra do que é não poder enxergar, e como eles poderiam usar outros sentidos para se locomover”.

As visitantes mostraram como funcionam as bengalas que pessoas de baixa visão e cegos utilizam para a locomoção, como são formadas as letras em braile e responderam algumas perguntas que os alunos elaboraram durante as aulas.

As crianças ensinaram algumas brincadeiras para elas, como a da cobra caninana, cantigas da onça pintada e a dança do jacaré e realizaram pinturas nas mãos.

Após a vivência em sala de aula com o Infantil 3, houve uma sensibilização para todas as professoras e funcionários, com o uso de vendas, um vídeo sem áudio descrição e um vídeo com áudio descrição e uma apresentação das bailarinas, envolvendo, neste momento, todos os alunos da Educação Infantil.

Fernanda Bianchini, fundadora da companhia, explicou um pouco de sua trajetória nesse trabalho de inclusão que ela desenvolve desde os 15 anos e contou que a Instituição recebe, além de deficientes visuais, pessoas com diversas deficiências. Fernanda ressalta a importância desse tipo de vivência com crianças: “Eu acho que as pessoas precisam é de oportunidade e respeito. O que a gente vem trazer não são pessoas com deficiência que dançam, são apenas bailarinas. Eu acredito que as crianças não têm preconceito. O preconceito é embutido nelas pelo adulto. Então, é uma oportunidade incrível fazer uma formação de verdadeira inclusão e mostrar que a diferença é o que nos torna próximos”.

Stefano Bigotti, responsável pelo NUPS, traz o grupo à Escola há pelo menos 5 anos, e esclarece que a vivência com as bailarinas tem como objetivo introduzir as crianças ao diferente para que elas comecem a entender esse universo.