Alunos das Vivências Interculturais Ampliadas constroem jogos de RPG

O projeto se constituiu a partir do interesse dos alunos por jogos digitais


A atividade desenvolvida pelo professor Charles começou com o estudo sobre jogos de tabuleiro de madeira, provindos de diversos países do mundo. Os alunos Bernardo Quito, Victor Paterno e Bernardo Ferraro demonstraram um interesse maior por jogos digitais que envolvessem futebol.

Então, o professor os levou para a sala de informática para que testassem plataformas digitais on-line de jogos de futebol e elegessem uma que suprisse as necessidades de seus projetos. Após essa filtragem, a etapa seguinte foi o desenvolvimento de um rascunho, em cartolina, do que haveria nos jogos deles.

Os alunos perceberam que, desde o princípio, a plataforma de Role-Playing Games (RPG) foi a que mais se adequava ao objeto final que eles queriam produzir e, dentro desse conceito de jogo, se interessaram por outras temáticas: batalha, estratégia e magia. Charles ressalva que os três alunos utilizaram a mesma plataforma, mas criaram jogos completamente diferentes.

Alunos de outros turnos do VIA foram convidados para conhecerem os jogos. O professor conta que surgiu uma vontade da parte dos alunos de que houvesse uma apresentação da produção para as famílias: “Como foi um desejo expresso pelos alunos durante o processo de criação, pensamos em formas de apresentar os jogos aos pais”, diz Charles.

Foi sugerido que, para apresentar o projeto aos pais, os alunos elaborassem um vídeo com todo o passo a passo da execução do RPG, com fotos de processo e os primeiros protótipos que foram criados. 

Os pais vieram até o laboratório de informática do Ensino Fundamental I para jogarem com os filhos. Silvya Paterno, mãe do aluno Victor Paterno, se surpreendeu com a produção: “Eu achei muito interessante porque nem imaginava que, durante o VIA, eles pudessem desenvolver esse tipo de trabalho. O Victor ficou superempolgado com a construção do jogo”.

A coordenadora pedagógica Diana Tatit explica que a vivência de apresentar o trabalho para os pais ressignifica a atividade para os alunos.

“É muito bom quando temos a possibilidade de compartilhar o nosso trabalho com as famílias, por dois motivos principais: para que possam acompanhar e ter uma amostragem do que as crianças vivenciam na Escola e também para as crianças, porque torna o processo de aprendizagem ainda mais significativo. Esse tipo de compartilhamento muda a forma (presa ao caderno) de adquirir conhecimentos e cria um sentido para produção porque haverá um destinatário real”.