Famílias participam de atividades da Educação Infantil

Foi um sucesso a 4° edição do projeto “Vivências em Família”


No sábado, 06 de abril, na Unidade do Ensino Médio, ocorreu a 4a edição do evento “Vivências em Família” que visa à integração dos pais com os alunos e mostra algumas das atividades realizadas na Educação Infantil.

“É um momento bem legal. Você integra os colegas, e as famílias acabam se conhecendo. O pai acaba virando uma criança novamente”, disse Luiz Henrique Leme, pai do aluno Miguel Antunes Leme, do Infantil 2C.

O evento começou às 9h30 com a apresentação da Companhia de Dança do Ventre da Associação Fernanda Bianchini, uma instituição que recebe pessoas de baixa renda, na sua grande maioria portadores de deficiências, para participar de aulas que envolvem várias áreas artísticas. O grupo que se apresentou era composto por cadeirantes e deficientes visuais. As dançarinas conseguiram cativar e encantar o público, tornando o ambiente animado e inspirador.

A bailarina Ana Maria Noberto, que é cadeirante, parabenizou a Escola por toda acessibilidade disponível. “Agradeço à Escola Lourenço por ter nos dado essa oportunidade. A Lourenço está de parabéns pela acessibilidade, com banheiro e com a rampa”.

A coordenadora desse projeto é uma ex-aluna da Lourenço Castanho, Bárbara Bim. Ela nos contou que seu primeiro contato com a dança do ventre foi em uma oficina da 1a série do Ensino Médio e que, depois, ela se entregou para as outras modalidades de danças. Também relatou que, na mesma época, através de uma iniciativa do NUPS (Núcleo de Projetos Sociais), ela conheceu a Associação Fernanda Bianchini e, assim, começaram uma parceria.

“Se eu me encontro na posição em que estou hoje, como professora da Associação, grande parte é por conta da Lourenço Castanho. A Escola me trouxe uma ampla visão de mundo, que eu carrego comigo e aplico nas minhas aulas, na minha vida. Tudo o que eu vivenciei aqui dentro faz parte de quem eu sou”, disse Bárbara.

A diretora pedagógica, Márcia Sprenger, explicou como foi a preparação para essa atividade: “Começamos com uma preparação prévia, de um mês, reavaliando as oficinas que fizemos no ano anterior e também criando novas estações, sempre procurando oferecer o melhor para os alunos. Depois, dividimos todos os professores em grupos, e esses foram os responsáveis por desenvolver as atividades, selecionar os materiais, ambientar os espaços, entre outros pontos”.

Sobre a escolha do número de abertura, a diretora relatou que trazer ex-alunos de volta à Escola é algo de extrema importância, ainda mais com projetos que exprimem os princípios da Lourenço. “Para a abertura, sempre pensamos em alguma iniciativa que tenha ligação com o nosso projeto pedagógico. Formar crianças que desenvolvem um olhar sensível a essas questões é fundamental para a nossa Escola”, completa.

Após a abertura, os pais se dirigiram para as 12 estações disponíveis pelo prédio. Na quadra, ocorriam oficinas de circo e de produção da boneca Abayomi. A responsável por essa atividade é a voluntária Iris Rotcher, que pertence ao Centro de Convivência e Cooperativa (CECCO). Ela explicou que a Abayomi era um jeito de as mães africanas diminuírem o sofrimento das crianças nas viagens nos navios negreiros. Elas rasgavam pedaços de suas roupas, e, com nós, a boneca era confeccionada. “Quando você presenteia alguém com uma boneca Abayomi, você está dando o seu melhor para aquela pessoa, porque era o que as mães faziam com as crianças”, contou Iris.

No segundo andar, estava a oficina “Desenhando no Escuro”, e uma das responsáveis era a professora Ellen Pereira, do Infantil 2. O espaço não tinha nenhum vestígio de luz solar, apenas a lâmpada de luz negra, e ele estava forrado com papel branco para os participantes desenharem com canetinhas florescentes. “Superou a nossa expectativa, porque achamos que iríamos agradar só as crianças, mas os pais ficaram bem envolvidos e mostraram o seu lado desenhista”.

“Mexe com todos os sentidos, é superbacana aflorar essas experiências, ainda mais nessa faixa etária”, disse Daniela Barone, mãe do Luca Barone, do Infantil 4C.

Uma estação que sempre estava em movimento era a “Click em Família”, na qual as famílias podiam se fantasiar e fotografar em um espaço ambientado. “É um ponto bem forte do evento, eles passeiam e depois registram essa lembrança”, relatou a responsável pela atividade, Marisol Vale, professora de Artes.

“Conseguimos aproveitar, e é importante para ele entender que o pai e a mãe estão presentes na Escola”, compartilhou Caio Fernando Grapeia, pai do Isaac Grapeia, do Infantil 1.

A coordenadora pedagógica, Vivian Alboz, explicou que a importância do projeto vai além da integração dos pais com os filhos. “Eles conhecem o tipo de atividade que desenvolvemos com as crianças na Escola, porque todas as atividades estão relacionadas com algumas vivências que oferecemos para eles”, finaliza.