“A aprendizagem criativa e educação maker no Infantil” estará no ICLOC

Trabalho desenvolvido no Espaço Maker será apresentado no Congresso


O Espaço Maker existe na Educação Infantil como forma de valorizar o “fazer” do aluno e possibilitar o olhar para o meio, a reflexão e o entendimento de como esse ambiente funciona. Esse projeto foi desenvolvido pelas professoras Tatiana de Souza e Gabriela Maltesi e pela coordenadora pedagógica, Vivian Alboz.

O ponto de início é o estímulo às indagações, como explica Tatiana: “Os olhares se voltam para questões como ‘Por que as coisas existem?’, ‘Como funcionam?’, ‘Como é possível que existam?’. Todos esses questionamentos partem de assuntos que estão dentro do interesse das crianças, aliados com as propostas do currículo”.

Para que haja uma melhor compreensão das indagações feitas sobre os temas e objetos que são discutidos em sala de aula, os alunos produzem suas próprias versões, aplicando o conteúdo exposto.

Após o debate, eles expõem o repertório que já possuem, rascunham como será aquilo que irão produzir e, depois, dão início à escolha dos materiais para a elaboração do protótipo.

Os pilares do projeto são o incentivo à autoria, percebendo que são capazes de construir coisas, desenvolver um domínio sobre o uso das ferramentas, poder concretizar projetos considerados apenas imaginários e também testar suas hipóteses sobre o mundo de forma mais ativa.

“Durante todo o processo, são desenvolvidas também outras competências, como a necessidade de respeitar o momento do outro, a ideia do outro e que todos têm o direito de se expressar. É nesse momento que as crianças chegam a um consenso, que elegem uma ideia ou entendem que a junção do que foi proposto pode ser o melhor caminho”, diz Vivian.

Gabriela acrescenta que o conceito de “maker” não é apenas uma oficina em que as crianças desenvolvam seus projetos, mas um estímulo para que entendam que existem outros tipos de linguagens e expressões, possibilitando a participação de todos do grupo. “O maker entra na nossa rotina em outros momentos, as crianças vão se apropriando desse comportamento, com esse novo jeito de lidar e interagir com as atividades que são propostas”.

O projeto está inscrito e será apresentado no 11º Congresso ICLOC de Práticas na Sala de Aula, que ocorrerá no dia 25 de maio de 2019, na Fundação Álvares Penteado (FECAP), Campus Liberdade, em São Paulo. O evento é uma iniciativa do Instituto Cultural Lourenço Castanho, Instituição sem fins lucrativos, criado pelas fundadoras da Lourenço, e que tem como propósito o aprimoramento da educação brasileira. Na edição de 2019, serão apresentadas 1.111 práticas letivas. Trata-se do maior evento do gênero no país.