Infantil 3 na 33ª Bienal de São Paulo

Alunos conhecem obras feitas com elementos naturais como parte do Projeto de Sala, “Vamos passear na Floresta?”.


Como parte do Projeto de Sala “Vamos passear na Floresta?”, os alunos do Infantil 3B foram ao Parque Ibirapuera, onde acontece a 33ª Bienal de São Paulo – Afinidades Afetivas, para conhecerem obras de arte que utilizam elementos naturais para retratar diversos aspectos da natureza.

A professora titular da turma, Vivien Yamamoto, conta que o interesse pelo tema surgiu a partir dos próprios alunos. “Nós começamos a estudar florestas, temática que surgiu a partir de uma brincadeira. Durante os estudos, percebemos que o foco estava mais para as obras de arte com elementos da natureza do que com animais que vivem nas florestas”, diz.

A partir disso, os alunos começaram a estudar, no 1º semestre, as obras do artista Frans Krajcberg, que utilizava elementos como troncos e raízes para produzir suas esculturas. No 2º semestre, a professora começou a apresentar novos artistas e, também, a utilizar materiais naturais com as crianças. “Nós exploramos argila, que é um material muito diferente e que eles não costumam utilizar tanto. Depois, começamos a ver as possibilidades para isso. Eles viram que a argila poderia se transformar em tinta, que dava para fazer esculturas e outras coisas”, explica Vivien.

A ida à Bienal materializou o estudo feito em sala. “Vimos que algumas obras que estavam expostas utilizavam argila e que foram feitas por crianças. Então, achamos muito legal conciliar isso”, destaca a professora.

Ao chegarem à Bienal, a turma foi recepcionada por dois monitores da Bienal, que guiaram a visita. Para iniciar, eles contaram a história da “Pedra Pipa” que havia se perdido das outras pedras e precisava de ajuda para encontrá-las. A turma, então, fez todo o trajeto da exposição, observando as obras, mas também procurando as outras pedras contadas na história.

A obra que mais chamou a atenção das crianças foi “Vivam os Campos Livres”, que são cogumelos de argila produzidos de diferentes maneiras, do artista espanhol Antonio Ballester Moreno. “Já havíamos visto essa obra em sala de aula. Então, a turma estava ansiosa para vê-la e com muita expectativa, e isso marcou muito eles”, destaca a professora.

Posteriormente, em sala, será feito um resgate sobre a saída. “Nós iremos relembrar o que vivenciamos, e eles farão as próprias esculturas de argila. Vamos trazer em diversas tonalidades para nos inspirarmos nas obras que vimos na Bienal”, explica Vivien.