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Estudo de campo em Paranapiacaba

Turmas dos 5ºs anos visitam Vila Ferroviária e participam de bate-papo com o engenheiro-residente Floriano Camargos. 


Os alunos dos 5ºs anos visitaram, no dia 27 de setembro, o município de Paranapiacaba, em Estudo de Campo. Lá, eles caminharam pela Vila Ferroviária, visitaram pontos importantes e participaram de um bate-papo com Floriano Camargos, que morou em Paranapiacaba entre 1948 e 1956 e foi engenheiro-residente do trecho Santos-São Caetano da São Paulo Railway.

O foco do estudo de campo é trabalhar questões relacionadas ao transporte do café. “Os alunos fazem algumas coisas em sala, levantam hipóteses, mas o trabalho todo é feito em campo”, explica a professora titular do 5ºB, Marianna Muzzi. Para isso, os alunos levam o caderno de campo (para anotações) e realizam registros fotográficos. “As crianças tomam notas, realizam as atividades de fotografias e vão registrando o que estão observando”, diz a professora.

Ao chegarem à Paranapiacaba, os alunos foram separados em turmas, e cada grupo foi acompanhado por monitor, guia e professora para, assim, iniciarem o roteiro estipulado.

O começo das atividades se deu por meio de uma caminhada na Parte Alta da Vila, que possui um estilo de arquitetura portuguesa com casas geminadas. Eles aproveitaram também para analisarem o famoso relógio, que foi fabricado em Londres e que, aqui, recebeu o apelido de “Big Ben”.

Os alunos fizeram um exercício de observação e realizaram as anotações no caderno. “Achei muito legal essa parte. As casas parecem pequenas, mas depois que a monitora falou que a estrutura era funda e que eram grandes, eu fiquei impressionada porque não imaginava que era assim”, destaca a aluna do 5ºB, Maria Sofia Malouf.

”Gostei de ver o relógio, porque ele tinha que tocar bem alto para que os funcionários não perdessem a hora do trabalho”, complementa Malu Monteiro, do 5ºB.

De lá, os alunos seguiram para a ponte, lugar que separa a parte Baixa da Alta. Ali, os alunos tiveram visão da cidade inteira, puderam reparar alguns detalhes e realizaram uma breve conversa sobre, por exemplo, o porquê de a igreja e a casa do engenheiro-residente ficarem em pontos altos. “Esse foi o lugar que eu mais gostei. Conseguimos ver tudo daqui, principalmente a linha do trem”, diz Maria Sofia.

Diferente dos outros anos, dessa vez, os alunos tiveram a oportunidade de entrevistar Floriano Camargos. Ele foi engenheiro-residente que teve um grande papel na construção da linha ferroviária de Paranapiacaba. “O Floriano conversou com os alunos sobre o período em que ele morou na Vila e o que ele tinha de lembranças sobre aquela época”, comenta Marianna. As perguntas realizadas para o engenheiro foram produzidas anteriormente em sala.

“Nós organizamos um roteiro com todas as coisas que as crianças queriam saber e, assim, ele foi respondendo”, compartilha a professora. Foram feitas perguntas sobre como era a comunicação na época, como foi contratado, qual era a função dele, o cotidiano da vila e a vida das crianças naquele período.

“Achei interessante a parte que ele falou que o trem subia e descia a Serra do Mar com quatro plataformas”, diz Valentina Kuchkarian, do 5ºB. “Ele falou muitas curiosidades além das nossas perguntas, gostei bastante disso”, complementa o aluno Rodrigo do Valle, do 5ºB.

Após a entrevista, os alunos visitaram a Parte Baixa que tem uma arquitetura de estilo inglês. Era lá que os funcionários contratados para a construção da linha férrea ficavam. Nessa mesma parte, fica o primeiro campo de futebol do país, onde Charles Miller jogou. Há também o antigo mercado e outros pontos importantes, como o espaço onde ficava a Padaria (atualmente existe apenas uma placa explicativa, pois a construção foi deteriorada) e o antigo Clube.

A parada seguinte dos alunos foi no “Castelo”, antiga residência do engenheiro-chefe daquela época. Hoje, transformada em Museu, o lugar possui 15 espaços e alguns móveis antigos que contam um pouco da história e costumes daquela época.

Por fim, o último lugar visitado foi o Museu Ferroviário, que abriga peças antigas que foram fabricadas nas oficinas e também permite que os visitantes vejam vagões, o Serrabreque e as Locobreques que conduziam os trens.

No último espaço visitado, o professor de Ciências, Cristiano Guastelli, fez uma atividade de observação com os alunos. Ele pediu para que eles compartilhassem como imaginavam que as peças funcionavam para, depois, desenharem no caderno de campo.

“Achei essa parte do Museu Ferroviário a mais legal, mas também gostei do relógio, que faz barulho para cada hora”, diz o aluno Eduardo Campos, do 5ºB.

Posteriormente, em sala de aula, os alunos farão um resgate do estudo de campo. “Retomaremos o conteúdo, repensando o que vimos, e avaliaremos o que já tínhamos falado em aula”, diz Marianna.

A próxima etapa se dará no Estudo de Campo em Santos. “Lá, eles vão aprender sobre a negociação e comercialização do café”, complementa a professora.