Conferência Brasileira de Aprendizagem

Professores de Tecnologia Educacional na Conferência Brasileira de Aprendizagem Criativa


Nos dias 26, 27 e 28 de setembro acontecerá, em Curitiba, a primeira Conferência Brasileira de Aprendizagem Criativa, congresso que tem como objetivo reunir educadores, gestores e empreendedores de todo o Brasil para debater sobre os desafios dessa aprendizagem.

Em julho de 2018, quando participaram da Conferência Scratch, organizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), os professores de Tecnologia Educacional da Lourenço Castanho foram convidados para apresentar um trabalho sobre as possibilidades de se avaliar em espaços de criação como os existentes na Lourenço.

No Congresso, os professores participarão de mesas-redondas em que compartilharão com a comunidade presente o processo de avaliação nos Laboratórios de Criação.

O Laboratório de Criação, parte integrante das matrizes curriculares dos vários níveis escolares na Lourenço Castanho, constitui-se em um importante espaço de estímulo ao pensamento crítico e criativo dos alunos, construído por meio de atividades desafiadoras do tipo “mão na massa”.

Nas aulas de Laboratório de Criação, os alunos trabalham o tempo todo com metodologias como Design Thinking e PBL, que são ancoradas na resolução de problemas. O professor sugere um desafio para o aluno, e ele faz pesquisas para resolvê-lo, além de utilizar seu próprio repertório para desenvolver o projeto sugerido.

Para a professora de Tecnologia Educacional, Tatiana Mendes, “… é por essa razão que não podemos avaliar do mesmo modo e com os mesmos instrumentos usados para avaliar uma aula no laboratório de Ciências, por exemplo”.

Nas aulas de Laboratório de Criação, cada grupo pensa, pesquisa e desenvolve seu projeto, sendo responsável por torná-lo realizável. Quando faltam informações, os alunos são incentivados a continuar pesquisando, aperfeiçoando, trocando, etc. Durante esse processo, eles mobilizam diversas competências. “As práticas são ativas, então, o desafio para nós é como avaliar esse engajamento, posto que as habilidades, a recepção e a postura são manifestadas de maneiras diferenciadas”, comenta Tatiana.

Nesse congresso, os professores de Tecnologia Educacional conversarão com outros educadores do Brasil para compartilhar o processo de avaliação nas aulas de Laboratório de Criação – quais instrumentos utilizam e como o processo é documentado.

Para Tatiana, o olhar do professor que atua nesses espaços deve ser diferente, porque ele deve dar liberdade para o aluno criar, ajudá-lo a enxergar o erro como uma grande oportunidade de aprendizagem, mantendo-se persistente o tempo todo.  “O erro é bem-vindo aqui, é nosso aliado, porque, ao errar, os alunos são convidados a refletir e a continuar tentando”.