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Soluções ecológicas para pavimentação de centros urbanos

Alunas do 7º ano desenvolvem projeto que será apresentado na Mostra Cultural.


As alunas Carolina Brito, Isabela Melo e Júlia Resende, do 7º ano C, estão desenvolvendo no Laboratório de Criação um projeto chamado “Soluções ecológicas para pavimentação de centros urbanos”, que será apresentado no dia 27 de outubro na Mostra Cultural.

Segundo Júlia Resende, a ideia surgiu quando viajaram para Paraty, no estudo de campo do Projeto Integrador de Série “Patrimônios e Heranças”. Lá, perceberam como o Estado do Rio de Janeiro é quente.

A partir disso, tiveram a ideia de fazer um projeto de pavimentação baseado em diminuir a temperatura de centros urbanos que são muito quentes, mas envolvendo a sustentabilidade e a preservação ambiental – um dos eixos que norteiam o currículo da Lourenço Castanho. Assim, pesquisaram e descobriram o “cool paviment”(pavimento frio).

A ideia inicial das meninas era utilizar esse pavimento em São Paulo, o que diminuiria os gastos de energia, visto que esse tipo de pavimento reflete bastante a luz do sol, além de ser ecologicamente aprovado e mais seguro para dirigir.

Com essa ideia, entraram em contato com Liedi Bernnucci, primeira diretora mulher e responsável pela área de pavimentação da Escola Politécnica da USP.

No dia 29 de agosto, no Laboratório de Criação, junto de seus colegas, realizaram uma entrevista por Skype, em que puderam tirar dúvidas com uma autoridade nesse assunto, além de descobrirem o que o Laboratório de Pavimentação da POLI está pesquisando a respeito.

Após essa conversa, o trio analisou melhor a ideia inicial e viu que, talvez, o “cool paviment” não fosse a melhor alternativa. “Não é tão simples quanto a gente pensava. Pode ser que aqui em São Paulo não funcione, mas em outros lugares do mundo pode ser que dê certo. A gente vai pesquisar mais um pouco e ver quais são as opções e os efeitos, como reciclar resíduos que a Liedi nos disse”, afirma a aluna Isabela Melo.

A ideia desses momentos no Laboratório de Criação é de valorizar o protagonismo do aluno, colocando-o em contato com a própria aprendizagem, de forma que ele se sinta desafiado e sempre queira buscar respostas para suas perguntas. “Os alunos são fomentados a resolver problemas, mas deixamos que percebam que as respostas nem sempre são únicas, e é preciso sempre olhar sob diversos ângulos”, afirma a professora Tatiana Mendes.

Liedi Bernnucci convidou as alunas a conhecerem o laboratório de pavimentação da USP. Isso ajudará na sua pesquisa, enriquecendo ainda mais a experiência.