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Professores em formação no Espaço Travessias

O encontro abordou a estética dos espaços e a utilização de materiais na Educação Infantil.


No dia 30 de julho, professores e coordenadoras da Educação Infantil participaram de uma formação no Espaço Travessias para refletir como organizar espaços e que tipo de materiais oferecer às crianças para favorecer a exploração, a criatividade e a aprendizagem na Educação Infantil. O encontrou deu início às atividades do 2º semestre letivo.

O Espaço Travessias debate educação, cultura e arte por meio de encontros e formações para professores em um ambiente que se diferencia do comum. “O espaço é pensado de forma diferente, com um projeto arquitetônico que foge de ambientes quadrados. Ele integra espaços e reúne os elementos naturais como água, fogo, terra e ar. Sempre falamos em uma educação que preze pelo diálogo, pela roda de conversa, pelas relações e construções conjuntas, e, muitas vezes, os espaços não favorecem essa convivência – lá, pudemos vivenciar isso”, explica a coordenadora pedagógica Vivian Alboz.

A formação, ministrada pela educadora Vilma Silva, abordou como a organização e o planejamento podem transformar os espaços que pensamos para as crianças. “Vilma apresentou elementos sobre infância, escuta, sensibilidade e uma concepção de criança ativa, potente e protagonista. Ela planejou e organizou um ambiente que refletia aquilo que defende, para que os professores tivessem uma experiência em primeira pessoa. Isso difere de uma oficina, pois transforma o professor e o convoca à autoria em sua prática e não a reproduzir modelos prontos”, destaca a coordenadora.

Após esse primeiro momento de conversa, os professores foram separados em grupos, e cada um recebeu um tema de pesquisa. Explorado o tema, cada grupo foi convidado a apresentar os resultados para os demais participantes, em diferentes linguagens.

A professora de Artes Visuais, Leila Monteiro, compartilha a experiência da formação: “Foi um momento muito proveitoso. Aquele ambiente nos convida a refletir sobre a nossa forma de utilização do nosso próprio espaço escolar, e a proposta que ela nos trouxe de Reggio Emilia (referência para todos os educadores do mundo), foi muito interessante”, diz Leila. A professora também destaca o resgate da poética que a formação trouxe. “A questão de refletir sobre o que me toca como professora traz, consequentemente, um retorno da forma em como eu preparo a aula, a maneira como escuto as crianças, como vejo o espaço. Essa forma de pensar foi incrível, um jeito maravilhoso de começar o semestre”, comenta.