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Alunos da Lourenço Castanho visitam Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro

Fundamental I e II assistem a competições dos Jogos Parapam Americano de Jovens 2017 e conhecem modalidades paralímpicas.


Nos dias 23 e 24 de março, os alunos dos 5º e 7º anos do Fundamental visitaram o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. Além de conhecerem a estrutura do local, os estudantes também assistiram a competições de diversas modalidades esportivas e participaram de jogos com os atletas.

Atualmente, o Centro Paralímpico está entre os cincos melhores do mundo. Responsável pela área de Relacionamento Institucional do CT (Centro de Treinamento), Gustavo Carvalho diz que o local é o maior legado dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. “Aqui vai possibilitar que vários atletas surjam e que outras pessoas com deficiências possam praticar esporte, melhorando, assim, a qualidade de vida delas”. Além dos atletas das seleções, crianças com necessidades especiais poderão utilizar o local em breve, por meio da “Escolinha de Formação”, que formará novos atletas.

A primeira visita aconteceu com a turma do 5º ano. O objetivo foi apresentar à classe uma realidade não tão próxima. “Proporcionamos uma vivência com atletas de altíssimo nível, com desempenho físico bem diferenciado e com problemas físicos motores que os impedem de fazer alguns movimentos. É muito interessante mostrar isso. É uma vivência bem diferenciada para os nossos alunos”, explica o coordenador do NUPS, Stefano Bigotti.

O primeiro contato que tiveram com os atletas aconteceu em uma competição de vôlei sentado, em que estavam disputando Brasil e República Dominicana, nos Jogos Parapam Americanos de Jovens. Antes do jogo, alguns alunos puderam entrar na quadra para participar da experiência de jogar vôlei, sentando com os atletas da seleção brasileira.

Outras modalidades também foram apresentadas: basquete em quadra de cadeiras de rodas, futebol de cegos, tênis de mesa, pista de atletismo e natação.

O segundo dia de visita aconteceu com a turma do 7º ano, com o objetivo de apresentar questões mais técnicas sobre o esporte (regras, metragem dos espaços, quais as deficiências, quantas pessoas jogam), relacionando-as com o componente curricular de Educação Física.

A turma também conheceu os espaços do Centro Paralímpico, assistiu a algumas competições e participou da atividade escolar que ocorreu na pista de atletismo.

Orientados pelos professores, os alunos foram divididos em duplas para correrem na pista de 100 metros. Um ficava com vendas, e o outro servia de guia para o que estava sem a visão. “Os alunos tiveram a responsabilidade de conduzir alguém a correr, sem atrapalhar e também puderam ter a sensação de uma pessoa cega correndo”, explica o coordenador de Educação Física, Stefano.

A visita encerrou-se com a competição 4×100 de natação, na qual a seleção brasileira ganhou a disputa.


No dia 5 de março, os alunos do 5º ano, deram continuidade as atividades e receberam o atleta, Antonio Donizete de Oliveira, praticante de Goalball há 16 anos, que explicou sobre a modalidade e disse como o esporte influenciou em sua vida. “Foi uma terapia a prática do Goalball, foi o que me sustentou bastante. Me ajudou a dar sequência na minha vida como um deficiente visual”, diz.

Após a conversa, as crianças orientadas pelos professores, dividiram-se em dois times e vendados, jogaram a partida de Goalball. Os times foram revezando para que todos participassem da atividade.