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Alunos do Fundamental II recebem o cineasta Lawrence Wahba

Turmas dos 6º e 7º anos participam da palestra com o diretor do longa-metragem “Todas as Manhãs do Mundo”.


Os alunos dos 6ºs e 7ºs anos receberam, na terça feira (04/04), no Ensino Fundamental II, o cineasta Lawrence Wahba, diretor do longa-metragem “Todas as Manhãs do Mundo”, para um bate-papo que forneceu elementos para enriquecer as discussões sobre o Projeto de Série desenvolvido pelos estudantes durante todo o ano letivo.

O Projeto tem como objetivo conectar os alunos aos assuntos do planeta por meio da interdisciplinaridade entre os componentes curriculares. “As questões do mundo não pertencem a uma ciência ou a uma área específica do conhecimento. Por exemplo, o rio Tietê – em qual matéria estudamos esse assunto? Na Geografia, porque essa disciplina aborda especificamente esse tema. Mas, e a História? E a Química da água e da poluição que estão presentes no rio? Como vive a fauna aquática que restou? Podemos ver que o rio não é um objeto exclusivo da Geografia, mas sim de todas as ciências”, explica o diretor da Unidade, Sérgio Pfleger.

O tema que está sendo trabalhado no 7º ano é sobre Patrimônios e Heranças. O 6º ano está desenvolvendo seu projeto a partir da seguinte questão: “Como eu me relaciono com os problemas do mundo?”. Esse assunto foi contextualizado no debate com o cineasta que, ao falar do filme, também alertou sobre problemas como a extinção de espécies de animais e a destruição do meio ambiente.

Lawrence fez uma comparação dos problemas ambientais com um copo com água pela metade e fez o seguinte questionamento: o copo está meio cheio ou meio vazio? Alguns alunos responderam que meio cheio, outros, meio vazio, e uns disseram que o copo está nas duas situações, pois nós que escolhemos o ponto de vista. Essa comparação foi feita para mostrar a visão que o cineasta escolheu para o docudrama (gênero de realidade com fantasia), no qual ele optou por mostrar o ‘copo meio cheio’, registrando as belezas do mundo gravadas em diversas expedições.

Quando questionado se, ao mostrar apenas o lado bom, as pessoas não se acomodariam achando que não há problemas no meio ambiente, Lawrence argumentou: “Quem for ver o filme vai notar que há um inimigo mencionado, que é o homem. Em alguns momentos do longa-metragem, falamos sobre o aquecimento global, sobre caça, poluição, que são mencionados no fundo da história, mas o foco central é a vida, que sempre está cercada por essas ameaças”.

O longa-metragem não traz um caminho de transformação, mas motiva as pessoas a quererem buscar maneiras para mudar. “O filme pode despertar nos alunos o amor pela natureza e, partindo disso, buscar modificar a forma de se relacionar com o mundo”, explica Lawrence.

A aluna Luiza Mamede do 7º ano conta como relacionou o conteúdo da palestra com o trabalho sobre Patrimônios e Heranças. “Podemos dizer que tudo que estamos conseguindo preservar na natureza é uma herança que deixamos para as gerações futuras. É lógico que deixaremos heranças ruins também, mas ele (Lawrence) mostra as partes boas que estamos deixando no mundo”, diz.

Sobre as consequências que nossas atitudes trarão no futuro, a aluna Sofia Laham comenta: “A caça aos tubarões, por exemplo, influenciará no futuro, por conta do risco de extinção da espécie”. O aluno João Pedro Kina complementa: “Às vezes, temos árvores de mais de 50 anos que as pessoas cortam e que eram um patrimônio da natureza. Então, se devastarmos as matas e matarmos os animais, no futuro, teremos sérios problemas”, diz.