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Visita ao Jardim Ângela com o NUPS

Associação beneficente recebe alunos do Ensino Médio.


Com o Núcleo de Projeto Sociais (NUPS), os alunos do Ensino Médio realizaram um Intercâmbio Cultural Social no Jardim Ângela, no dia 08 de junho.

Junto com A Banca, produtora que utiliza a cultura hip-hop, a educação popular e a cultura urbana para juntar pessoas de realidades diferentes, os alunos da Lourenço Castanho visitaram a Arco, uma associação beneficente que atende jovens de 5 a 18 anos. Atualmente, a Arco recebe 600 jovens e fica localizada no Jardim Ângela, em São Paulo.

Daniel Bruno Ferreira, educador e músico, conta o significado de a atividade se chamar Intercâmbio Cultural Social: “Nós acreditamos que existe a quebra de barreiras sociais quando se tem troca, e o intercâmbio é exatamente isso, é a troca. Quando alguém fala que fez um intercâmbio para outro país, ela fala que conheceu a cultura e a realidade de outro lugar, mas, muitas vezes, a própria cidade pode proporcionar uma realidade diferente”.

Quando estavam a caminho, ainda no ônibus, Daniel Ferreira acompanhou os alunos e contou a história e a origem do Jardim Ângela, além de esclarecer algumas curiosidades.

Sylvio Ayala, educador do NUPS e da Oficina de Grafite do Ensino Médio, propôs uma atividade aos alunos. Em uma folha, Sylvio escreveu a frase “Era uma vez a cidade e seus habitantes”. A partir dessa frase, os estudantes iniciaram um texto coletivo.

Chegando à Associação, os alunos foram apresentados aos coordenadores da A Banca e aos anfitriões que fazem parte da Arco. No início, tanto os anfitriões quanto os coordenadores contaram um pouco sobre as suas histórias, dificuldades e superações. Após essa apresentação, todos fizeram um círculo. Segundo Daniel Ferreira, quando se faz um círculo, não existe hierarquia, todos são iguais.

Os alunos começaram a fazer alongamentos e atividades de relaxamento que, posteriormente, ajudaram com os passos de hip-hop que foram ensinados. Os coordenadores e os anfitriões falaram aos alunos que, nessa tarde, deveriam voltar a ser crianças, essa era a única regra.

Após esse primeiro momento de integração e sensibilização, os alunos da Lourenço Castanho foram divididos em grupos em que os responsáveis pelas equipes eram os anfitriões.  Assim, puderam conhecer os espaços da associação, como a sala de música, biblioteca, cantina, sala de argila, sala de empreendedorismo, entre outras, além de serem levados para conhecer os locais próximos da Arco, como a pista de skate e a creche.

Quando voltaram dessa vivência, os estudantes foram provocados a dizer o que não estavam esperando ver no bairro. Uma aluna comentou que não imaginava que as ruas não fossem asfaltadas. Outro aluno comentou que não esperava que as pessoas fossem tão acolhedoras com todo mundo.

Continuando a vivência com os integrantes da Arco, ainda divididos em seus grupos, todos realizaram produções artísticas, como desenhos, grafites, músicas e poemas. Foi um momento muito importante, pois compartilharam suas ideias e mostraram suas habilidades ao grupo.

As equipes apresentaram seus trabalhos para todos e explicaram o motivo de terem feito aquelas produções artísticas. Um dos integrantes do grupo escreveu “voz” em seu desenho e explicou que a sociedade precisa dar mais voz aos moradores do Jardim Ângela, que infelizmente não são valorizados.

O aluno Matheus Ferraz, da 3ª série A, que estava em dúvida em participar dessa vivência no Jardim Ângela ou em estudar para a prova de Química (que aconteceu no dia seguinte), conta sobre o que achou da visita: “O aprendizado aqui no Jardim Ângela é muito maior do que uma prova de Química. É uma experiência fantástica. Você tem um olhar maior do lugar e quebra muitos preconceitos que existem”.

Daniel Ferreira convidou os alunos a participarem de um duelo de rima e finalizaram essa vivência agradecendo a parceria entre A BancaArco, Lourenço Castanho e NUPS.

“Em uma tarde, nós trabalhamos uma série de conteúdos. Nós vemos muita importância nesse tipo de contato com outros cidadãos da cidade, com outras regiões e territórios. São saídas de campo valiosíssimas, e nós apostamos que seja uma formação humana e técnica”, afirma Sylvio Ayala.