fbpx

Trabalho de alunas do Ensino Médio é selecionado para Expo Ciências Latino-americana

Projeto científico “Gravidez na Adolescência” representará o Brasil em evento no Chile.


O trabalho Gravidez na Adolescência, iniciado nas Bancas de Qualificação do Projeto Científico do Ensino Médio e desenvolvido pelas alunas Eloísa Falcão e Maria Luíza Oliveira, sob orientação do professor Ednilson Quarenta, foi selecionado para representar o Brasil na 9ª Exposição Ciência Latino Americana da ESI AMLAT 2018. A pesquisa já foi apresentada em feiras como FEBRACE (Feira Brasileira de Ciência e Engenharia), MOSTRATEC (Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia) e MILSET Expo – Sciences International.

A pesquisa se iniciou no ano passado, no Projeto Científico, que é desenvolvido com as turmas das 2ºs séries do Ensino Médio. “Desde o começo, era um desejo nosso trabalhar com periferia, e a linha de pesquisa do Edinilson nos possibilitava acessar esse universo. No assunto periferia, havia outra questão com que queríamos trabalhar: o espaço da mulher. Quando começamos a pensar melhor sobre isso, vimos que era um assunto muito amplo. Então, resolvemos fechar em um grupo de mulheres, no qual escolhemos as adolescentes. Nessa pesquisa, encontramos o índice de vulnerabilidade juvenil, que aborda alguns temas, e um deles era ‘gravidez na adolescência’ – aí, escolhemos o tema da pesquisa”, explica Maria Luiza.

Realizada a escolha do tema, a pesquisa de campo se deu na UBS (Unidade Básica de Saúde) Jardim Vera Cruz, onde as alunas têm autorização da plataforma Brasil, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, para atuarem dentro do posto de saúde e realizarem entrevistas com as adolescentes.

“Enfrentamos dificuldade de encontrar essas jovens, porque não é qualquer entrevista, é uma entrevista sobre um momento delicado da vida delas. Então, tínhamos que ter cuidado com a abordagem, porque existe uma linha muito tênue entre estar realizando uma pesquisa sobre a situação delas e acabar sendo um pouco invasivas”, diz Eloísa.

Com a oportunidade de as alunas poderem atuar no posto de saúde, a pesquisa acabou ganhando um reconhecimento institucional. “O trabalho foi credenciado na plataforma Brasil (Governo Federal), que centraliza todos os trabalhos de pesquisa relacionados à saúde no Brasil. Com isso, as alunas conseguiram a aprovação do Conselho de Ética e Pesquisa da Prefeitura de São Paulo, que faz com que seja um trabalho institucional e, consequentemente, levemos o nome da Secretaria de Saúde junto ao da Lourenço Castanho”, explica Ednilson.

A Pesquisa Científica já foi apresentada em diversas feiras como a MILSET Expo – Sciences International, que aconteceu em Fortaleza. Por conta disso, o trabalho foi selecionado para ser apresentado na Expo Ciências Latino-americana – 2018, que acontecerá em julho, no Chile. “A pesquisa foi indicada pela Delegação Brasileira que esteve presente na MILSET Internacional, em Fortaleza, que escolheu alguns trabalhos para representar o Brasil na América Latina, no ano que vem”, explica o orientador.

A participação na Expo traz uma experiência enriquecedora, diz as alunas. “Acredito que a participação em feiras é uma experiência muito rica. A oportunidade de apresentar uma pesquisa que não foi fácil de realizar para pessoas que estão interessadas em ver o que se produziu é muito importante e gratificante. É também uma experiência culturalmente muito rica, por ter pessoas do mundo todo”, conta Eloísa.

“Nós já fomos a três feiras: MOSTRATEC e FEBRACE (que se assemelham muito) e a MILSET. Essa tem um caráter diferente, pois apresentamos o trabalho, muitas vezes, para os próprios participantes. Por estar com pessoas de lugares e situações diferentes, acaba agregando muito para nós”, comenta Maria Luiza.

O orientador destaca o caminho das alunas e as expectativas para a Expo: “Acredito que o trabalho ganhará mais visibilidade ainda e também reconhecimento. No ano que vem, elas estarão no ensino superior e entrarão em uma universidade. Potencializadas com essa pesquisa e com as participações em feiras, elas já entram de outro jeito. Espero que elas se apresentem cada vez mais como pesquisadoras, pois tiveram um percurso enriquecedor e viraram pesquisadoras dentro do Ensino Médio, podendo, de alguma forma, trabalhar com isso no futuro, independente da carreira”, destaca Ednilson.