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Coordenadora de Língua Portuguesa participa do SIMELP

A VI edição do Simpósio Mundial de Estudos da Língua Portuguesa reuniu professores, pesquisadores e estudantes.


De 24 a 28 de outubro aconteceu, na cidade de Santarém (Portugal), o VI Simpósio Mundial de Estudos da Língua Portuguesa (SIMELP). O evento reuniu professores, pesquisadores e estudantes, para, juntos, debaterem o estudo e a difusão da língua portuguesa no mundo, de modo sistematizado e científico. A coordenadora de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental II e Médio, Roberta Hernandes Alves, participou do simpósio com a apresentação de um trabalho.

O SIMELP, que foi criado por um grupo de pesquisadores a partir da Universidade de São Paulo (USP), proporciona um espaço para estudiosos da Língua Portuguesa no mundo encaminharem pesquisas nas mais diversas frentes de atuação, como estudos linguísticos e literários e pesquisas de materiais didáticos.  “O evento reúne, especialmente, os países que têm como uma das línguas oficiais o português ou que a têm como sua única língua oficial, como Brasil, Moçambique, Angola, Portugal, Macau, entre outros”, explica Roberta.

Nesta edição houve 1700 participantes, divididos em 83 simpósios de temáticas diferentes, em que os inscritos puderam se apresentar em duplas, grupos ou individualmente, com falas de cerca de 15 minutos. Ao término das apresentações, foram organizadas mesas redondas para debater temas e discutir caminhos de continuidade para as pesquisas.

O trabalho “Práticas de leitura literária no livro didático de Português – Ensino Médio”, desenvolvido pela coordenadora Roberta em parceria com a professora da USP Vima Lia de Rossi Martin, foi inscrito no simpósio 33 cujo tema era “A avaliação de manuais escolares/livros didáticos de português: políticas e práticas”. “A quebra do cânone e a aproximação da literatura do universo do jovem considerando ainda a multiculturalidade do Brasil foi o foco de nossa apresentação. Selecionamos algumas ideias do nosso livro didático que exemplificaram isso, essa quebra do cânone. A discussão proposta pelo simpósio foi muito ao encontro da nossa concepção de ensino e aprendizagem da literatura. ”, afirma a coordenadora.

Com a participação de diversos pesquisadores do mundo, Roberta destaca a importância de se saber o que é estudado em outros países e universidades. “Com a presença de representantes de tantos países diferentes, com escritores e estudiosos compartilhando o que se está pensando, o que se está pesquisando, é possível criar uma rede de reflexão importante sobre o que temos em comum (ou não) com outras propostas e realidades, o que faz com que voltemos um outro olhar, renovado, sobre o nosso próprio trabalho.”, resume.

Além de dar visibilidade a trabalhos do mundo inteiro, o Simpósio aproxima a academia da prática. “O evento é importante porque não é um simpósio meramente acadêmico. Ele tem fronteiras e ligações muito fortes com outros segmentos, como o da educação. Muitos professores que trabalham com a formação de professores, estudiosos que escrevem e avaliam materiais didáticos, estudiosos da língua em uso, entre outros, estavam presentes, o que aproxima teoria e prática. Existe uma interface com o uso do português na sala de aula, o que é muito interessante. E também nos proporciona um contato com outras culturas que compartilham a mesma língua, nos mostrando que todas elas dialogam e podem nos ajudar a entender nossa própria cultura e o quanto fazemos parte dessa comunidade mundial de falantes e estudiosos da língua portuguesa”, explica Roberta.