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Livro ‘Inovações Radicais na Educação Brasileira’

Projetos da Lourenço são publicados em livro da Universidade de Stanford e do Centro Lemann.


Os projetos da Lourenço Castanho, desenvolvidos no Laboratório de Criação do Ensino Fundamental II, terão um capítulo no livro “Inovações Radicais na Educação Brasileira” que está sendo elaborado pelo Centro Lemann e pela Escola de Educação da Universidade de Stanford. O livro trará experiências e relatos de projetos inovadores desenvolvidos em escolas.

Organizado pelos professores Paulo Blikstein (Stanford) e Flávio Campos (SENAC-SP/USP), o livro apresentará depoimentos de educadores e alunos sobre práticas inovadoras implementadas dentro de uma organização pedagógica tradicional com foco na educação brasileira. “O fato de os trabalhos da Lourenço terem sidos selecionados para o livro denota um resultado plenamente satisfatório das atividades inovadoras que são realizadas no Laboratório de Criação, principalmente as metodologias e as práticas adotadas que são elaboradas e baseadas nos estudos realizados por Stanford e MIT”, explica o educador de Informática, Rodrigo Lemonica.

Para representar a Lourenço, os projetos inscritos do Laboratório de Criação foram: “Cata Chuva” e “Cata Sol”, desenvolvidos pelos alunos dos 8ºs e 9ºs anos, cujo enfoque é sustentabilidade e tecnologia. A ideia surgiu a partir da crise hídrica no estado de São Paulo em 2015. “Tentamos transmitir, por meio dos trabalhos, a importância da preservação do meio ambiente e da sustentabilidade dos recursos naturais, bem como o gerenciamento desses recursos. Cabe destacar também que, para os alunos, o projeto salientou a consciência a temas tão comuns e presentes em nosso cotidiano”, diz Rodrigo.

O projeto “Cata Chuva”, desenvolvido pelos 8ºs anos, envolveu o tema “águas pluviais” com questionamentos como: Por que a água está tão escassa? Quais são os problemas resultantes desse inconveniente? A partir disso, os alunos construíram um bioma similar ao da Mata Atlântica para compreenderem as medidas das águas pluviais e realizaram a construção de um filtro caseiro para conhecerem a importância da água potável frente à crise hídrica. Para solucionar o problema, os alunos produziram uma cisterna funcional, instalada e implementada na Escola, para captação da chuva, observando a importância da água e do projeto.

As turmas do 9º ano trabalharam no projeto “Cata Sol” para incentivar a geração de energia proveniente do potencial solar, focado no sistema fotovoltaico. Os processos se deram por meio da identificação do problema, pesquisas investigativas, construção de circuitos e brinquedos movidos à energia renovável. A proposta para a solução do problema foi realizada por meio de pesquisa e justificativa pela escolha do sistema. Na fase final do projeto, os alunos elaboraram textos sobre “Um olhar sobre o meio ambiente”, detectando os problemas e as soluções sustentáveis. Além disso, as turmas se questionaram se havia a possibilidade de implementar o projeto na Escola.

Ao término dos projetos, os alunos entregaram uma proposta de implantação de painéis solares no ensino fundamental II e de uma cisterna funcional na unidade“É de extrema importância a Escola apresentar temas relevantes de acordo com cada momento da história, pois a educação precisa evoluir sempre (no caso, esses projetos permitiram o ensino de sustentabilidade). Não restam dúvidas: esse assunto se tornou indispensável devido ao contexto das relações entre homem e meio ambiente”, destaca o professor.

Os projetos apresentados estarão no capítulo “Relato de Docentes” com o título: “Maker Space e os alunos empreendedores da sustentabilidade”. O livro será publicado em breve.